História

História

A história da Imprensa Oficial começa antes mesmo de receber este nome, no dia 1º de julho de 1931, com a circulação do primeiro Diário Oficial do Estado do Rio. Publicado na época pelo Jornal do Comércio, o objetivo do veículo era legitimar os atos oficiais emitidos pelo governo do Estado fluminense, através do decreto 2.615. No início, o Diário Oficial era confeccionado na gráfica da Escola do Trabalho, localizada em Niterói, e somente a partir de 1935 começou a ser impresso em oficina própria.

Em 1946, o espaço responsável pela impressão do Diário recebeu o nome de Divisão de Obras da Imprensa Estadual. Mais tarde, em 1952, com a mudança do governo e o fim do Estado Novo, a empresa finalmente ganhou o nome que conhecemos hoje, Imprensa Oficial, mas só se mudou para uma sede própria em 1956. Neste ano, também conseguiu autorização para imprimir obras científicas ou literárias, escritas por autores nascidos ou radicados no estado.

Quatro anos depois, a produção editorial foi ampliada e, assim, foram incorporados livros didáticos e cadernos escolares, com o objetivo de suprir as necessidades das escolas públicas. Em 1961, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decretou a Lei 4.675, determinando que o Diário Oficial reunisse quatro seções: Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e Municipalidades – antes veiculados separadamente.

Em 1971, recebeu o nome de Departamento Autônomo de Imprensa Oficial e, dois anos depois, com o crescimento da empresa, foi necessária outra dinâmica administrativa. Com isso, foi adotado o modelo de administração indireta sob o nome de Imprensa Oficial – Empresa Fluminense de Sistemas Gráficos. A nova estrutura possibilitou maior agilidade e recursos próprios, além da exclusividade de prestação de serviços gráficos a todos os órgãos públicos do Estado.

A partir disso, a Imprensa Oficial começou seu processo de modernização, comprando sua primeira impressora offset, que rodou o primeiro Diário Oficial no dia 5 de março de 1975, dez dias antes da fusão entre os Estados da Guanabara e Rio de Janeiro. Com a união dos territórios, passou a se chamar Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro (Ioerj).

Desde então, a empresa pública investe na modernização do parque gráfico, que hoje é um dos mais capacitados do estado. Além do Diário Oficial, a Ioerj edita a revista O Prelo, com objetivo disseminar a cultura fluminense. Também imprime reedições de clássicas obras literárias e títulos de utilidade pública, como a Constituição Estadual, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Estatuto do Idoso e Código de Defesa do Consumidor.

Seguindo sua missão de prestar serviços de qualidade, a Ioerj oferece diversas atividades culturais na Sala de Cultura Leila Diniz, prédio anexo à sede, e democratiza o acesso à literatura com o Projeto Mais Leitura, que vende livros novos a preços populares. E assim, enquanto cumpre seu papel de servir à sociedade e zelar pela transparência, a Imprensa Oficial vai construindo a sua história.